NANOPARTÍCULAS CONTRA TUMORES
Terça-feira, 5 de novembro de 2002
Revista Scientific American Brasil
Unb testa nanoímas para destruir células cancerosas
Eles trabalham com nanoímas, minúsculas partículas medindo milionésimos de milímetros. Mas a tarefa que os pesquisadores do Instituto de Física da Universidade Brasília (UnB) tem em mente para elas é empreitada de gigantes: destruir tumores cancerígenos mantendo viva células saudáveis.
A idéia é acoplar as minúsculas partículas a anticorpos e injetá-las na corrente sanguínea. Ao alcançar seu alvo, e, sob a ação de um campo magnético, elas vibrariam e esquentariam até destruir o tumor, deixando o tecido vizinho intacto.Teoricamente, os nanoímas podem localizar tumores com menos de 1 mm, hoje indetectáveis. Os resultados iniciais entusiasmaram.
Depois de entrarem na corrente sanguínea, os nanoímas foram levados até o local desejado e agitados por um campo magnético alternado.
Com o aumento de calor causado pela vibração as células cancerosas foram destruídas. O sistema, no entanto, precisa ser aprimorado para impedir que células saudáveis sejam eliminadas.
Os nanoímas são feitos com material magnético não-tóxico, a magnetita, e quimicamente estável. Para evitar a dificuldade de absorção, o grupo criou capas de moléculas orgânicas capazes de minimizar reações adversas.
O próximo passo dos pesquisadores é descobrir a melhor forma de acoplar os nanoímas anticorpos específicos contra cada tipo de câncer. O projeto, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), deve começar testes com animais em 2003.
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