PRÓTESES BIÓNICAS EM CONSTANTE EVOLUÇÃO
Alfredo Arango
Redator Médico/SAUDE MIAMI
Homens com pernas e braços biônicos já não são apenas uma ficção cinematográfica. A tecnologia já realiza prodígios nessa área de próteses para substituição de membros amputados, segundo a fisiatra e especialista em medicina física e de reabilitação do South Miami Hospital, Dra. Claudia Peñalba.
“Existem próteses mioelétricas que são controladas por meio de eletrodos conectados aos músculos. O que fazemos é treinar a pessoa a mover certas fibras musculares e, com isso, movimentar a prótese ou parte dela. Assim, a pessoa pode mexer, por exemplo, os dedos ou o punho. Também pode mover o ombro para dar movimento ao cotovelo”, explica a médica.
Existem, logicamente, tipos diferentes de amputação, principalmente quanto à sua localização – acima ou abaixo do cotovelo, acima ou abaixo do joelho ou remoção de extremidades, quando paciente perde as articulações naturais – e isso influi na determinação do tipo de prótese que poderá ser usada e no tipo de tratamento de reabilitação que terá de ser empregado. Assim, os procedimentos são avaliados para cada caso.
As próteses podem ser colocadas mesmo depois de passados alguns anos da amputação. Hoje em dia, elas são muito mais leves do que as antigas, graças ao uso do titânio, um metal forte, mas de pouco peso, e que vem sendo muito requisitado pela ciência médica moderna. Também existem tipos de material plástico macios e, ao mesmo tempo, resistentes, com uma textura que permite um contato adequado com o músculo. Dessa forma, os médicos podem ajudar o paciente a criar a sensibilidade que necessita e, com isso, aprender a usar certas fibras musculares para controlar o movimento de extremidades postiças, explica a Dra. Claudia Peñalba.
“As próteses tradicionais eram apenas uma espécie de gancho, que permitia o movimento de agarrar. Também existem próteses, chamadas de cosméticas, que têm os cinco dedos, tal como a mão, mas que não se movimentam. As próteses mioelétricas têm cinco dedos que se movem e com a capacidade de agarrar e soltar alguma coisa. É claro que não existe uma prótese que oferece a mesma destreza da mão natural. Elas possibilitam movimento, mas ainda é um movimento grosseiro, sem a habilidade das mãos”, ressalva a médica.
“Os dedos das próteses são articulações metálicas, cobertas por um material plástico, que se assemelha bastante à textura da pele, podendo-se mesmo obter uma tonalidade muito próxima a da cor do paciente. Para as mulheres, próteses das mãos e dos pés trazem suplementos cosméticos, como um material que se assemelha às unhas e que pode ser pintado com esmalte de qualquer cor. Elas podem vir com simulações de veias e rugas das mãos e das dobras dos dedos”, diz a Dra. Claudia Peñalba.
Para as pessoas que gostam de exercitar-se, existem próteses de pernas que possibilitam os movimentos necessários para a rotina de exercícios físicos.
Os avanços tecnológicos nessa área chegaram a tal ponto que já existem próteses de pernas com joelhos hidráulicos, controlados por meio de um microprocessador, equipado com sensores, que lêem cada movimento da pessoa e se adaptam a ele. Assim, a pessoa pode, por exemplo, caminhar ou correr de maneira quase natural, em diferentes tipos de terrenos. Essas próteses são particularmente úteis para movimentos mais complexos, no caso, como entrar ou sair de um carro, usar rampas, escadas e escadas rolantes.
A Dra. Claudia Peñalba esclarece que essas próteses mioelétricas não são uma novidade, pois já são fabricadas por mais ou menos 15 anos. O que há de novo são os constantes aperfeiçoamentos que as tornam quase perfeitas e que, a cada dia, permitem mais e melhores movimentos de suas partes.
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