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A PET PROPORCIONA DIAGNÓSTICOS MAIS PRECISOS

Alfredo Arango

SAUDE MIAMI

Os diagnósticos de muitas doenças ficaram muito mais confiáveis, por sua precisão, desde que os médicos passaram a usar, nos exames, a tomografia de emissão positrônica (PET – positron emission tomography). Esse tipo de tomografia, que faz o registro de imagens internas do corpo em um monitor, tem se revelado de grande utilidade para a medicina, afirma o Dr. Hao Vuong, que é membro das equipes de radiologia do Baptist Hospital e do South Miami Hospital, ambos de Miami, Flórida.

A PET é um tipo de tomografia pela qual o radiologista injeta no paciente uma substância bioquímica natural (como glicose ou ácidos graxos) que percorre o corpo e é absorvida pelos órgãos internos. No entanto, tecidos anormais, como os que formam um tumor, provocam a concentração dessa substância e emitem raios gama, que são detectados pelo tomógrafo e interpretados por computador. As imagens resultantes mostram o funcionamento dos órgãos e revelam os tecidos anormais.

As imagens produzidas por esse sistema são usadas em cardiologia para se diagnosticar, por exemplo, uma isquemia do miocárdio (deficiência do suprimento sanguíneo ao músculo cardíaco devido à obstrução das artérias coronárias). “É usada sobretudo em pacientes que sofrem ataques cardíacos, para se avaliar as condições dos tecidos do coração e se saber os que podem ser salvos ou não”, diz o Dr. Vuong. Também são usadas em neurologia e neurocirurgia, para o exame de casos de tumores cerebrais, demência, doença de Alzheimer e convulsões, detectando-se áreas do cérebro que funcionam bem ou não. Nos Estados Unidos, a maior aplicação da PET ocorre em oncologia, para se avaliar casos de linfoma, melanoma, nódulos pulmonares, câncer colorretal, de cólon, de esôfago, de mama e outros tipos de câncer.

A PET começou a ser desenvolvida ainda na década de 80, mas não se popularizou tanto quanto a tecnologia da imagem de ressonância magnética (MRI – magnetic resonance imaging), que também provê imagens para visualização interna dos tecidos e que acabou se tornando o padrão em muitos hospitais. Entretanto, a tecnologia da PET oferece algumas vantagens sobre as demais, porque através dela o médico não apenas pode detectar e visualizar, por exemplo, um tumor, como pode saber se ele está ativo ou não. Essa capacidade é útil em inúmeras situações. No caso de câncer, por exemplo, esse tipo de tomografia permite ao médico saber se um tratamento de radiação ou quimioterapia está sendo eficaz ou se ainda existem células cancerosas que podem reproduzir-se. Assim, o médico pode acompanhar melhor os resultados do tratamento. “Nos últimos 20 anos, a PET vem sendo utilizada por universidades, hospitais e centros acadêmicos como ferramenta de pesquisa. Porém, nos últimos anos, vem tendo maior aceitação como técnica valiosa para a prática da medicina clínica”, afirma o radiologista, que também é especialista em medicina nuclear.

Em combinação com a tomografia computadorizada (CT) e com a tomografia axial computadorizada (CAT), a PET oferece aos médicos a oportunidade de ver como os tecidos estão funcionando e onde se localizam os problemas. A PET e a CT podem ser utilizadas em conjunto, em uma mesma sessão de exames, por meio de um equipamento que integra as duas tecnologias.





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