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CÉLULAS SENSORIAIS PARA ESCUTA E EQUILIBRIO SE DESENVOLVEM RAPIDAMENTE

Em estudo publicado na Nature Neuroscience, de outubro de 2003, pesquisadores da University of Virginia Health System demonstram que o desenvolvimento funcional das células pilosas no ouvido interno, que mediam a audição e o equilíbrio, leva somente um dia em embriões de ratos.

No estudo, coordenado pelo Dr Jeffrey R. Holt, professor assistente de neurociência e otorrinolaringologia na U.Va, os autores observaram que três elementos essenciais para o desenvolvimento do ouvido interno do rato aparecem entre os dias 16 e 17 de gestação, o equivalente ao final 2o trimestre ou ao início do 3o trimestre do feto humano. Este achado é importante para o prosseguimento da investigação da regeneração das células pilosas sensoriais no ouvido interno humano.

Os autores foram surpreendidos pelo rápido desenvolvimento das células pilosas no ouvido interno. O próximo desafio para os pesquisadores é descobrir as “trocas” moleculares que ocorrem nas células pilosas do ouvido interno. Os cientistas da U.Va. e outros pesquisadores estão testando células progenitoras para ver se estas se desenvolvem em células pilosas. Se eles encontrarem um mecanismo molecular, será possível transformar uma outra célula em célula pilosa de ouvido interno.

Os pesquisadores já verificaram que a transdução de células pilosas nos ratos, ou a resposta aos movimentos ciliares associados à audição, se inicia em um período de 24 horas, começando no 16o dia de gestação.

Foi verificado, interessantemente, que todos os três elementos essenciais se desenvolvem simultaneamente: os canais de transdução ligados à membrana, que são formados para carrear o cálcio e o potássio e que juntos criam um gradiente elétrico que envia sinais de audição e equilíbrio ao cérebro; links microscópicos são formados para operarem sob tensão para a abertura dos canais; e, finalmente, motores de adaptação fina são formados para a regulação da sensibilidade, o que permite que os sons que variem do agudo ao grave possam ser ouvidos.

Os autores concluem que este estudo pode significar uma melhor compreensão dos déficits de audição e de equilíbrio em humanos.





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